Às vezes podemos ser tão duros e tão insensíveis com nós mesmos que não nos permitimos errar, se distrair. Porém somos tão frágeis e insignificantes que erramos e nos distraímos e falhamos com nós mesmos e ficamos se culpando e não superando isso.
Escrevo isso no auge do pós surto da madrugada com uma rotina completamente bagunçada e sem nenhuma vergonha.
Não é “às vezes” e não é “nós”, EU sou duro comigo mesmo e preciso agir de forma bruta e extrema. Mas também sou eu que sou frágil e falho e fico me distraindo, perdendo meu foco, meu objetivo e meu tempo todos esses dias. E tudo só se repete, ano a ano; quando eu vejo: já estamos em um novo ano mas poucas coisas mudaram.
É difícil achar um equilíbrio entre a realidade da vida e a minha alta expectativa comigo mesmo. Querer tanto algo e ao mesmo tempo não conseguir se concentrar nesse algo é muito frustrante, e ficar jogado no celular fazendo coisas banais que não dão trabalho é tão confortável.
Às vezes somos… (voltando e apagando), as vezes EU sou tão duro comigo mesmo que não me permito sair dessa exausta pressão (que eu mesmo me coloco); mas eu também, consigo ser tão compreensível comigo mesmo e fico passando a mão na minha própria cabeça, me fazendo ficar estagnado nesse mesmo limbo/lugar de sempre. Achar um equilíbrio é muito difícil!
Se dar uma segunda chance é tão importante, isso tudo no meio de uma madrugada de uma terça-feira e quem são todas essas expectativas e frustrações de alguém que ainda nem chegou nos 20 direito. Ter pressa é a pior coisa, mas a expectativa junto com a fantasia é o mais amargo sabor da infelicidade e da insatisfação. Acho que já me prendi tanto nesse sabor tão amargo e ácido que nem consigo reagir e manter uma mudança. É tudo tão frágil que qualquer coisa é motivo de declarar caso perdido…