Expectativas VS Realidade: um texto sobre os 20, idealização excessiva e sobre outras coisas mais!

Acho que a minha versão de até 19 anos estaria provavelmente meio decepcionado comigo aos 20. 

Ok, é o primeiro ano de 20… 

Mas como um bom ansioso fanfiqueiro, nessa altura do campeonato eu já teria atingido todos os meus malucos sonhos antes de fazer 30. É, eu sei, bem loko. 

É muito maluco que na nossa cabeça, as coisas sempre vão dar certo e sempre vai ser do jeito que queremos, mesmo quando não controlamos nada. 

E olha que as “metas” ou os “sonhos” que eu tinha/tenho da casa dos 20, a maioria depende de mim mesmo. 


Tirando todas as expectativas e os sonhos loucos que eu tenho, estava/estou bem insatisfeito com o que tenho feito até aqui realmente. Mas parando para escrever isso me faz perceber o quão injusto é isso comigo mesmo. 


A vida de verdade sempre é menos interessante comparado com a super imaginação da expectativa. Isso funciona para tudo e em tudo: em você, nos seus amigos, no seu trabalho, na sua faculdade, no personagem que você criou de si mesmo mas já está exausto de bancar. Mas somos sempre levados a acreditar, e ter uma esperança imaginária é infinita meio inútil. Eu tenho essa esperança infinita, por isso ainda continuo aqui. Mesmo falhando comigo mesmo com todas as expectativas sem fundamentos que eu faço, ainda continuo fazendo. No final, é essa esperança que nos move, mas o texto não é sobre isso. 


Meu eu de 19 ou 17 estaria mais feliz com o meu eu de 20 de hoje do que do da semana passada; mas é impossível deixar aquele Guilherme feliz sempre. 

Ele é a ideia, a imaginação, a própria expectativa; já eu, mesmo sendo super crítico comigo mesmo, sou só o Guilherme possível.  O Guilherme que foi capaz de resolver o imprevisto que o Guilherme da imaginação não pensou, ou então nem resolvi porque no dia não acordei com ânimo pra fazer nada além de 700m da minha cama; o Guilherme real, é real. 


Recentemente vivi uma das minhas maiores idealizações, por anos imaginava tudo sobre, mas claramente não é igual a imaginação. Sempre na nossa cabeça vamos arrasar e ser os melhores e nem nada nem ninguém irá contestar isso. Mas a realidade é ela mesma. 

Não quero soar pessimista ou negativo, pessoalmente não sou esse (só por texto msm). Mas a realidade é ela mesma, ela pode ser sem sabor e cinza, ou pode ser muito saborosa e colorida. E, além de como ela mesma é, ainda tem outro fator: com que lente você olha pra ela?! 

O seu ideal pode ser saboroso e colorido, mas eu gosto de dias cinzas; dias chuvosos ou frios me fazem mais feliz. Então nada é igual e nada é definitivo, afinal você pode não gostar do sabor e com o tempo ir amando o tempero. 

Ser de verdade é assim, porque a verdade mesmo é que estamos vivos, as coisas só ficam estáveis quando viramos pó mesmo.



(Mas na verdade mesmo nem quando a gente vira pó a gente para mas abafa, já é muita questão por hoje). 

Deixe um comentário